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quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Quem define o início do horário de verão?


Até 2008, a data variava ano a ano, mas agora é definida por um decreto presidencial. Ele determina que os relógios fiquem adiantados entre o terceiro domingo de outubro e o terceiro domingo de fevereiro. Com uma exceção: quando o último dia bate com o Carnaval, o fim é adiado para o domingo seguinte. O truque surgiu em 1916, na Alemanha, com o objetivo de aproveitar a claridade da manhã e adicionar uma hora de luz natural ao final da tarde, incentivando as pessoas a apagar as luzes e economizar energia.
Nos extremos dos hemisférios Norte e Sul, o dia amanhece cedo durante o verão e adiantar o relógio faz com que o sol nasça na mesma hora em que as pessoas estão acordando, garantindo que o tempo extra de luz seja aproveitado à noite. Por esse motivo, no Brasil, só as regiões Sudeste, Centro-Oeste e Sul têm horário de verão.

Qual tipo de lâmpada é mais econômico?

Quais são as iniciativas mais bizarras para salvar o planeta?

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Qual a maior fossa marítima do mundo?


É a fossa das Marianas, depressão com 2.550 km de extensão e cerca de 11 km de profundidade, localizada entre o Japão e a Austrália. Perto dela, acidentes geográficos gigantes, como o monte Everest (8,8 km de altura) e o Grand Canyon (446 km de comprimento), ficam pequenos. A fossa é formada pelo choque entre as placas tectônicas do Pacífico e das Filipinas. Apesar de se moverem na mesma direção, a placa do Pacífico é mais rápida e atropela a das Filipinas. O ponto mais profundo é a depressão Challenger, descoberta em 1960. À época, Don Walsh, dos EUA, e Jacques Piccard, da Suíça, usaram um submersível para chegar até 10,9 km de profundidade. Nos anos seguintes, só missões não tripuladas exploraram a fossa. O minissubmarino Nereus foi o que desceu mais: 10.902 m abaixo do nível do mar, em 2009.
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IMPACTO PROFUNDO
James Cameron queria buscar referências para a sequência de Avatar na depressão Challenger. A ideia não vingou porque há risco de tremores na região desde o tsunami japonês de 2011.

FONTES: BBC, The New York Times, hypertextbook.com, Faculdade de Ciências do Mar e do Ambiente da Universidade do Algarve e National Oceanic and Atmospheric Administration, dos EUA (NOAA).

Por que as flores têm perfume?


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Como todo ser vivo, ao longo de sua evolução as plantas desenvolveram características que facilitam sua sobrevivência. A cor e o perfume das flores são um bom exemplo disso.
"O perfume age como chamariz para agentes polinizadores como mariposas, moscas e outros insetos. Atraídos pelo odor, que insinua a possibilidade de encontrar alimento, eles acabam pousando na flor, que é nada menos que o órgão reprodutor das plantas chamadas angiospermas", explica a botânica Nanuza Menezes, da Universidade de São Paulo.
Ao pousar em diversas flores, esses insetos carregam o pólen de uma para outra, fecundando-as. Os perfumes, por sua vez, são produzidos por tecidos glandulares chamados osmóforos, localizados nas pétalas da flor ou em sua sépala (parte do cálice exterior). Essas glândulas soltam mínimas quantidades de óleos voláteis - isto é, que evaporam com facilidade -, que são os responsáveis pelo odor exalado.
Há também flores que, em vez de perfume, produzem odores fétidos - como o de carne podre - para atrair moscas, quando são elas que cumprem o papel de polinizador.

Como se forma o arco-íris?



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A mitologia grega diria que ele aparece sempre que a deusa Íris deixa um rastro colorido no céu, para transmitir aos homens as mensagens de Zeus, o todo-poderoso do Olimpo. A explicação científica é bem menos romântica. O arco-íris surge quando o Sol ilumina a umidade suspensa no ar, após uma chuvarada, por exemplo. Quando um raio bate na borda de uma gotinha de água ou de vapor, a luz branca do Sol é desviada e se decompõe nas sete cores que compõem seu espectro: vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, anil e violeta. É o mesmo efeito do prisma, que aprendemos na escola: cada cor é refletida em um ângulo diferente e muda de direção ao retornar para a atmosfera. A cor vermelha é a que se propaga mais rápido, formando a faixa superior do arco-íris. A violeta, a mais lenta, aparece na parte inferior.
O fenômeno é tão comum que os cientistas acumulam alguns recordes coloridos. "Em laboratório, foram observados mais de 12 arco-íris a partir de uma única gota d’água", afirma o físico José Pedro Rino, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR).
Prisma naturalChuva ou umidade do ar favorece o belo fenômeno
1. Dentro da gota d’água ou de vapor, o raio solar passa por uma refração - ou seja, se divide nas sete cores que compõem a luz branca
2. Cada onda colorida é desviada em um ângulo diferente, de acordo com suavelocidade de propagação
3. Os raios coloridos são refletidos na borda do fundo da gota
4. Ao saírem da gota, os raios são desviados mais uma vez. O efeito é igual aode uma lente de aumento
5. O espetáculo acaba quando o Sol muda de posição ou quando um vento forte dissipa a umidade do ar

Qual a maior planta carnívora do mundo?


Se você está imaginando uma planta monstruosa, capaz de engolir uma pessoa, como nos desenhos animados, pode tirar isso da cabeça: esse tipo de coisa, caro leitor, não existe. As maiores carnívoras de que se tem notícia são as trepadeiras da espécie Nephentes rajah, que dificilmente chegam a meio metro de altura e costumam devorar apenas moscas. Elas são típicas das úmidas florestas da ilha de Bornéu, na Ásia, e se alimentam por meio de um jarro pendurado na extremidade de suas folhas. Mas nem todas as plantas carnívoras atacam do mesmo jeito. O modo de captura varia de espécie para espécie - algumas sugam, outras prendem, mordem ou afogam suas vítimas. Certas carnívoras são bem gulosas: as Drosophyllum lusitanicum, por exemplo, conseguem grudar em seus pêlos vários insetos de uma só vez. Já as do gênero Utricularia devoram, em uma única sugada, uma família inteira de microcrustáceos. Merece ainda uma menção honrosa a Dionaea muscipula, também conhecida como "papa-mosca": ela abocanha insetos distraídos em apenas três décimos de segundo, um recorde. Mas não pense que as plantas carnívoras dispensam um cardápio mais calórico. "De vez em quando, pererecas e pequenos pássaros viram prato secundário - não porque são atraídos pela planta, mas porque, ao irem atrás de insetos, eles caem e acabam devorados também", afirma o biólogo José Maurício Piliackas, da Universidade São Judas Tadeu, em São Paulo. Na hora do almoço, toda estratégia é válida: como as carnívoras vivem em solos geralmente pobres em nutrientes, elas não podem se dar ao luxo de dispensar comida.
Mergulhe nessa
Na livraria:
The Carnivorous Plants - Barrie Edward Juniper, Academic Press, 1989
Na Internet:
www.carnivorousplants.org
Sedução vegetalA Nephentes rajah usa seu perfume envolvente para atrair as presas
1. O colorido provocante e o odor das plantas carnívoras abrem o apetite dos insetos, fazendo-os acreditar que ali encontrarão um banquete de néctar. O tamanho avantajado da Nephentes torna-a ainda mais suculenta para a presa, que parte em direção ao jarro, a parte mais vistosa da planta
2. A inocente mosquinha pousa na planta para dar uma olhada no seu interior. Como as bordas do jarro são lisas e estão cobertas por uma substância úmida e transparente, o inseto desliza direto para dentro dele, escorregando pelas paredes internas até cair num reservatório de água
3. Ao encontrar o líquido, o bichinho bóia e tenta sobreviver, mas acaba afundando e morrendo afogado na base do jarro. Esse líquido nada mais é do que água de chuva turbinada por substâncias liberadas pela planta. Entre essas substâncias estão as enzimas proteolíticas, que iniciarão a digestão do inseto quebrando suas proteínas
4. Para continuar a digerir o inseto, a planta libera outras proteínas, como a lipase e protease. O processo leva de dois a cinco dias e, no final, a mosquinha é reduzida a uma massa disforme no fundo do jarro, composta pelos restos da carapaça de quitina
Rango selvagemVegetais têm outros três tipos de captura
Ratoeira verde
A folha da Dionaea muscipula tem duas conchas semelhantes a uma boca, que ficam abertas à espera do almoço. A técnica de ataque lembra a ação de uma ratoeira: quando o inseto pousa nos pêlos da armadilha, o mecanismo de fechamento das duas conchas é acionado. As duas partes da folha se fecham, a vítima fica presa lá dentro e já começa a ser digerida
Pressão máxima
As espécies do gênero Utricularia vivem debaixo d’água e usam pequenas bolsas para capturar o rango. Na entrada dessas bolsas há uma portinha ligada a pêlos sensitivos, que funcionam como gatilhos. Quando a presa encosta em um desses pêlos, a portinha se abre e, graças à diferença de pressão, tudo ao redor é sugado para dentro da bolsa
Supercola fatal
Plantas carnívoras como as do gênero Drosera têm pêlos que produzem uma substância colante, que gruda os insetos que pousam por lá. Algumas espécies chegam a enrolar seus pêlos sobre a presa para facilitar a digestão. Quanto mais o bichinho se debate, mais colado ele fica, aderindo à meleca pegajosa em que já estão as enzimas digestivas